Aro's Manifesto


The idea of Aro Swimwear is to create a project to value the female body in its most diverse forms, going against the unattainable standards of Western beauty, even more cruel when used for the beachwear and lingerie marketing industry. The concept of the representativeness of non-standard bodies has always been present in all our brand communication. From the beginning, we have sought to use ourselves and our friends as models. Kilograms, cellulites, stretch marks or scars never bothered us. Quite the contrary: we like to show our models in a way that people with different types of bodies can relate and identify themselves with them.
We did not expect such positive feedback: soon there were comments in our pages praising our courage not to use photoshop, to show fat, short, skinny women, real women. We decided to go further. Our goal for the fifth collection is inclusion. We want to be able to make models, especially designed for girls with big breasts and who usually have a hard time to find a bikini that fits the way they want it to. We will expand our grid up to size 52, and we want to go even further. We noticed that, although it is a youth product, many woman in their 60s can also identify with our products and also we realize that we can look for modeling solutions to embrace transvestites as well. It is an action that we had before and we want to make it clearer: did not find your number? We can customized. And that's how our "Real Bodies Manifest" was born.
 
Manifest

   How many times have we fallen in love with a piece that could be absolutely perfect and we could use it every day, if, and only if, for example, we were a bit thinner? Or were we a bit taller? And with a smaller waistband? And wouldn't it be great if a top could fit in my chest? And wouldn't it be awesome if that low underwear could make me look sexy even with the cellulite? And how many times have we said, "Am I going to wait until I'm in better shape to buy this"? And how would we go to the beach more often if we had started the gym as we promised ourselves 200 times only this month?
   It is very difficult to change an image of perfection that is charged to us incessantly, 24 hours a day. It's in the magazines, it's on TV, it's on blogger X who's launching her book on how to keep up with the perfect IMC at the expense of lots of green juice, salad and all kinds of new exercise sensation that combines Yoga with Karate and Chromotherapy.
The most cruel of this impossible mission where happiness only exists after much suffering is that self-acceptance is almost an affront.
Valuing your own body in a culture that puts us in a near impossible body expectation is almost a rebellion.

What if from now on we practice a new type of exercise that can make you happy with the body you have? This is what we call "Radical Self-Love" and this is what we propose in our Manifesto of the Real Body.
 There is nothing wrong with wanting to get better. The cool thing is to do it for yourself, not to feel better and "perfect" for others. If it wasn't for the bombardment of bodies "a la Gisele Bundchen" exploding in our faces on a daily bases it would be easier to be happy as we are. That's where we come in. We want to show that women are beautiful and sexy at any weight and any size. That cellulite is not shame, that self-acceptance is more beautiful than plastic surgery. Celebrating the real body is our goal, in all our photos, in all our attempts at communication. All bodies are beach bodies, everyone can put on a bikini, every woman can feel beautiful the way she is.
   From this revolutionary idea of ​​self-love, we want to encourage a whole change of thought and posture in relation to the female body. We are not fragile decorative creatures, we do not exist for the pleasure of others. If we want to have hair on the body, no one will convince us how cool it is to get into the hot wax every 20 days.

Can we agreed on that? 

 

february, 2016.

 

 

 

  A ideia é criar um projeto de valorização do corpo feminino em suas mais diversas formas, indo na contramão dos padrões inatingíveis de beleza ocidental, ainda mais cruéis quando usados para marketing de produtos de linha praia e lingerie. O conceito da representatividade de corpos não padrão sempre esteve presente em toda a comunicação da nossa marca. Desde o princípio, buscamos usar nós mesmas e nossas amigas como modelos. Quilos a mais, celulites, estrias ou marquinhas nunca nos incomodaram. Muito pelo contrário: gostamos de mostrar nossos modelos e ver que pessoas com corpos parecidos conseguirão se enxergar dentro das peças sem ter que usar muita imaginação. Não esperávamos um feedback tão positivo: logo cresceram comentários nas nossas páginas elogiando a nossa coragem em não usar photoshop, em mostrar mulheres gordas, baixinhas, magrelas, mulheres de verdade. Resolvemos ir além. Nossa meta para a quarta coleção é a inclusão: queremos, sim, mais negras no nosso feed. Queremos poder fazer modelos especialmente pensados para meninas com peitos grandes e que não acham um biquíni que as sirva. Vamos ampliar a nossa grade até o tamanho 52, e queremos ir cada vez mais adiante. Observamos que, apesar de ser um produto voltado para jovens, muitas senhoras do alto dos seus 60 anos gostariam de usar este ou aquele modelo. Percebemos que também podemos procurar soluções nas modelagens para abraçar também as travestis. É uma ação que já tínhamos antes e pretendemos deixar mais clara: não achou seu número? Fazemos sob medida. E foi assim que nasceu o nosso Projeto Corpos Reais.
 
Manifesto Corpos Reais
 
   Quantas vezes nos apaixonamos por um modelo que é a nossa cara, que ficaria absolutamente perfeito e usaríamos todos os dias se, e somente se, por exemplo, estivéssemos uns quilinhos mais magras? Ou fôssemos mais altas? E com uma cinturinha mais fina? E aquele top não seria demais se coubesse no meu peito? E aquela calcinha baixa não ficaria mega sexy se não fossem as celulites? E quantas vezes nós dissemos: “vou esperar estar mais em forma para comprar”? E como a gente iria mais a praia se a gente tivesse começado a academia como prometemos a nós mesmas 200 vezes só esse mês?
   É muito difícil mudar uma imagem de perfeição que nos é cobrada incessantemente, 24 horas por dia. Está nas revistas, está na TV, está na blogueira X que está lançando seu livro de como se manter com o IMC perfeito as custas de muito suco verde, salada e todo tipo de novo exercício sensação que combina Ioga com Karatê e Cromoterapia. O mais cruel dessa missão impossível onde a felicidade só existe depois de muito sofrimento é que se amar do jeito que se é passa a ser quase uma afronta. Valorizar o próprio corpo em uma cultura que nos coloca em uma expectativa de corpo quase impossível de ser alcançado é praticamente uma rebeldia. E se a partir de agora a gente praticasse uma nova modalidade de exercício capaz de te deixar feliz com o corpo que você tem? É o que chamamos de “Auto-Amor Radical” e é o que propomos no nosso Manifesto do Corpo Real.
 Não há nada de errado em querer se melhorar. O legal é fazer isso para si mesma, e não para se sentir melhor e mais perfeita em relação aos outros. Se não fosse o bombardeio de corpos a la Gisele na Timelime todos os dias, será que não seria mais fácil ser feliz como somos? É aí que nós entramos. Queremos sim mostrar que mulheres são lindas e gostosas em qualquer peso. Que celulite não é vergonha, que auto-aceitação é mais bonito que plástica. Celebrar o corpo real é a nossa meta, em todas as nossas fotos, em todas as nossas tentativas de comunicação. Todos os corpos são corpos de praia, todo mundo pode colocar um biquíni, toda mulher pode se sentir linda do jeito que é.
   A partir dessa ideia revolucionária de amor-próprio, queremos incentivar toda uma mudança de pensamento e de postura em relação ao corpo feminino. Não somos frágeis criaturas decorativas, não existimos para o prazer alheio. Se quisermos ter pêlos pelo corpo, ninguém vai nos convencer que maneiro é entrar na cera quente de 20 em 20 dias. Fica combinado assim, ok?
Fevereiro, 2016.